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27 June 2026
14h09
Source:
Jornal de Negócios
Petroleiro atingido por projétil não identificado no estreito de Ormuz
Um petroleiro foi atingido por um projétil não
identificado no estreito de Ormuz, anunciou hoje a agência britânica
responsável pela monitorização do tráfego comercial, depois da recente troca de
ataques entre o Irão e os Estados Unidos."O capitão de um petroleiro relatou que a sua
embarcação tinha sido atingida por um projétil não identificado. O navio teve
danos na ponte de comando. A tripulação está a salvo. Nenhum dano ambiental foi
relatado até o momento", referiu em comunicado o Centro de Operações de
Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) que, além de
monitorizar o tráfego comercial, é também responsável pela coordenação de
segurança marítima. O organismo britânico recomendou ainda que as embarcações
que transitam pela área "procedam com cautela e relatem qualquer atividade
suspeita".De acordo com a AFP, que cita a empresa britânica
Vanguard Tech, a embarcação tem bandeira do Panamá.Este incidente acontece num novo momento de tensão entre
o Irão e os Estados Unidos da América, uma vez que foram feitos ataques pelos
dois países nos últimos dias, depois de ter sido assinado um memorando de
entendimento memorando, na semana passada, por Washington e Teerão, que levou à
suspensão das hostilidades e abertura de negociações de paz.Na sexta-feira à noite, o exército norte-americano
bombardeou instalações militares iranianas na costa sul do país, em retaliação
ao ataque realizado por Teerão na quinta-feira contra um navio mercante, com
bandeira de Singapura, quando saía do estreito de Ormuz, ao largo da costa de
Omã.A Guarda Revolucionária afirmou que a ofensiva iraniana
de quinta-feira se deveu ao facto de o navio estar a navegar por uma rota não
autorizada no estreito de Ormuz.O ataque de quinta-feira do Irão contra o navio mercante
foi a primeira ação militar registada na zona desde a assinatura do memorando,
o que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), "violou
claramente o cessar-fogo" e "comprometeu a liberdade de
navegação" no estratégico estreito de Ormuz.