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31 July 2026
15h58
Source:
Jornal de Negócios
UE nega deslocações de pessoas de Ceuta para a Europa continental
O comissário europeu para
os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, negou esta sexta-feira que estejam a
ocorrer deslocações de pessoas de Ceuta para o continente europeu,
classificando, contudo, a situação na cidade autónoma espanhola como
"inaceitável"."A situação em Ceuta
é inaceitável. Continuo em estreito contacto com as autoridades espanholas.
Reitero que não estão a verificar-se deslocações para o continente europeu nem
para outros Estados-membros", escreveu Brunner nas redes sociais, recordando
que o Código das Fronteiras Schengen "estabelece regras específicas"
para as cidades autónomas espanholas.O comissário saudou ainda
a "estreita cooperação entre Espanha e Marrocos na gestão da situação e na
garantia de retornos rápidos", lembrando que Marrocos integra a lista da
União Europeia (UE) de países de origem seguros.Brunner acrescentou que a
Comissão Europeia "continuará a trabalhar com as autoridades espanholas
para assegurar uma utilização eficaz dos instrumentos disponíveis" no
âmbito da política migratória, através das suas agências."Estou disponível
para me deslocar aos pontos críticos, uma vez que a situação está em constante
evolução. A nossa prioridade imediata é apoiar Espanha na proteção e gestão da
fronteira externa da UE de forma eficaz e ordeira", acrescentou.Nesse apoio, especificou,
inclui-se "o combate às redes de tráfico de migrantes e a prevenção de
viagens perigosas".Hoje, o presidente do
Governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que os acontecimentos em Ceuta
resultam de uma interpretação, por parte das redes de tráfico de seres humanos,
da decisão do Supremo Tribunal espanhol que impedia as chamadas devoluções
imediatas de pessoas que chegassem a nado ao território espanhol.Segundo o Governo
espanhol, 25.000 pessoas que entraram ilegalmente na cidade na quinta-feira e
na madrugada de hoje já voltaram a Marrocos por iniciativa própria ao longo da
manhã, estando a sair "a um ritmo de 150 pessoas por minuto".O executivo espanhol
estima em 50.000 o número de pessoas que entrou em Ceuta ilegalmente nas
últimas 24 horas, enquanto o governo autónomo disse que podem ter sido 60.000.