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22 August 2026
11h11
Source:
Jornal de Negócios
Engenharia Aeroespacial no Porto com média mais alta de 19,5 valores
Três dos cinco cursos com a média mais elevada na 1.ª
fase do acesso ao ensino superior são da Universidade do Porto, que lidera a
lista com Engenharia Aeroespacial, onde a nota do último colocado foi 19,5
valores.Pelo quarto ano consecutivo, Engenharia Aeroespacial, na
Universidade do Porto, voltou a ser o curso com a média mais elevada na 1.ª
fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), segundo os
dados do Instituto para o Ensino Superior (IES) divulgados na sexta-feira.Com apenas 30 vagas disponíveis, o último aluno a
conseguir assegurar um lugar naquele curso candidatou-se com uma média de 19,50
valores, numa escala de zero a 20.Além de Engenharia Aeroespacial, a Universidade do Porto
ministra outros dois cursos entre os cinco com média mais elevada: Medicina,
cuja nota do último colocado foi 18,67 valores, e Engenharia e Gestão
Industrial, com 18,85 valores.Acima destes, e com a segunda média mais elevada, está
Engenharia Aeroespacial na Universidade do Minho, onde o último aluno a
conseguir uma das 31 vagas foi a concurso com 18,98 valores.Em quinto lugar na lista, surge igualmente o curso de
Engenharia Aeroespacial, mas ministrado pela Universidade de Lisboa, com 18,60
valores.Há outros 13 cursos onde só entraram alunos com uma média
mínima de 18 valores, ministrados pelas universidades de Aveiro, Madeira,
Trás-os-Montes e Alto Douro, Coimbra, Nova de Lisboa e um do Instituto
Politécnico do Porto.Em áreas sobretudo relacionadas com engenharias e
Medicina, todos os cursos eleitos pelos alunos de excelência preencheram a
totalidade das vagas, à exceção de Engenharia Física e Computacional, na
Universidade da Madeira.A instituição abriu 15 vagas, mas só um aluno ficou
colocado, com uma média de 18,28 valores.Por outro lado, a média de entrada mais baixa foi no
curso de Gestão e Informática, do Instituto Politécnico de Viseu (9,70
valores), havendo ainda outros quatro cursos com notas abaixo dos 10 valores:
Turismo no politécnico de Beja, Biologia na Universidade dos Açores, Educação
Ambiental e Turismo de Natureza no politécnico de Santarém, e Engenharia de
Sistemas de Computadores, no politécnico de Lisboa.Este ano, existem 39 cursos que não receberam qualquer
candidato, ficando as mais de 700 vagas por ocupar.À semelhança de anos anteriores, são quase todas
formações ministradas em institutos politécnicos e universidades do interior, a
maioria na área das engenharias.Entre os mais de 60 mil candidatos à 1.ª fase do CNAES,
49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais
6.092 do que no ano passado, ocupando 88,9% das vagas.Apesar dos problemas registados no processo de
classificação dos exames nacionais e divulgação das notas, este é o maior
número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram
adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e ingresso no
superior devido à pandemia da covid-19.Cerca de metade dos candidatos foram colocados na
primeira opção e, no total, 84,5% dos estudantes conseguiram assegurar um lugar
numa das três primeiras opções.Entre as mais de mil opções de formação, sobraram apenas
6.639 vagas em 412 cursos para a 2.ª fase, que se realiza entre 24 de agosto e
20 de setembro.A lista disponibilizada pelo Ministério da Educação,
Ciência e Inovação mostra centenas de cursos em que mais de metade dos lugares
ficou por ocupar, em áreas como engenharias, ciências a saúde, agronomia,
turismo ou gestão.Os opções com mais vagas disponíveis para a 2.ª fase são
Engenharia Informática nos institutos politécnicos de Bragança, Castelo Branco,
Beja, Santarém e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e Engenharia
de Energias Renováveis no politécnico de Bragança.As colocações da 1.ª fase do CNAES serão divulgados às
00:01 de domingo na página do IES, disponível em www.dges.gov.pt, e os
estudantes colocados terão depois até 27 de agosto para realizar a matricula.