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17 June 2026
19h01
Source:
Jornal de Negócios
Kevin Warsh estreia-se na Fed a jogar à defesa e mantém juros. Atenções viradas para o seu discurso
A maioria das atenções estão viradas para o Mundial de
Futebol, mas, no campo da política monetária, o jogo que esteve hoje em foco
foi outro: a reunião de dois dias da Reserva Federal (Fed) norte-americana, que
terminou com um "status quo" nos juros diretores - com a taxa dos fundos
federais a manter-se no intervalo entre 3,5% e 3,75%, onde está desde dezembro
passado. A decisão foi tomada por unanimidade. Recorde-se que, dos 18
membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC), apenas 12 têm direito de
voto. A manutenção dos juros era o cenário mais esperado, numa
altura em que o entendimento entre os Estados Unidos e o Irão fez diminuir
grandemente o tom das vozes que já apelavam a uma subida de juros, e que
acabaria assim com o ciclo de cortes registado em 2024 e 2025. Mas os holofotes estiveram sobretudo em Kevin Warsh, já que
se tratou da sua primeira reunião de política monetária à frente da Fed e todos
queriam perceber qual seria a sua forma de comunicar - já que não é grande
adepto de dar indicações futuras sobre o rumo das decisões do banco central. Em cima da mesa estava também a apresentação das projeções
económicas trimestrais, bem como o "dot plot" - mapa trimestral que mostra como
cada representante do banco central estima as mexidas nos juros diretores. E houve novidades logo no próprio comunicado de política
monetária da Fed, que foi muito mais curto do que é habitual, tendo também sido
retiradas as referências à tendência para cortes futuros dos juros.Além disso, no "dot plot", os responsáveis da Fed retiraram
a sua previsão anterior de uma descida das taxas em 2026 e indicaram mesmo que
é possível que haja um aumento de 25 pontos-base até ao final do ano - muito
dependendo agora de como evoluirá a inflação, já que o fim da guerra no Irão
deverá começar a trazer um alívio aos preços. No entanto, estas projeções não
incluem a participação de um membro, o que levou os observadores do banco
central a suspeitar que Warsh não terá apresentado a sua previsão, aponta a
CNBC.(notícia em atualização)