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02 August 2026
17h40
Source:
Jornal de Negócios
Morgue em Ceuta que recebe corpos de migrantes com 88 cadáveres
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou este domingo que estão 88 cadáveres na morgue que recebe os corpos dos migrantes que morreram na costa nos últimos dias. Em declarações ao jornal espanhol El País, Juan Jesús Vivas lamentou profundamente "a tragédia" destas mortes "em ambos os lados da fronteira".O diário avançou que Marrocos também está a recuperar alguns corpos do mar e "nem todos morreram no tumulto ocorrido no quebra-mar na passada quinta-feira, quando as pessoas foram esmagadas numa tentativa desesperada e em massa de chegar ao lado espanhol da praia"."Alguns dos corpos estão num estado mais deteriorado porque as chegadas à costa de Ceuta já duram há mais de duas semanas e, durante esse período, alguns migrantes desapareceram durante a perigosa travessia noturna pelo mar, para a qual utilizam pouco mais do que uma boia. Muitos dos que chegaram em massa na quinta-feira nem sequer sabiam nadar", lê-se na notícia da edição 'online' do El País.Fontes da agência funerária indicaram ao jornal que, entre os corpos que se encontram na morgue, estão muitos adolescentes, algumas mulheres, marroquinos e africanos da África subsariana.O Governo de Espanha tinha afirmado que pelo menos 72 pessoas morreram afogadas a tentar entrar em Ceuta nos últimos dias.O número de corpos retirados das águas no lado espanhol, junto ao pontão de El Tarajal, na fronteira da cidade autónoma de Ceuta com Marrocos, subiu para 72, confirmou o delegado do Governo de Madrid no território, Miguel Ángel Pérez Triano, numa conferência de imprensa.Fontes da polícia espanhola citadas pela agência de notícias EFE calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira.Este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol entre quinta e sexta-feira e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, disseram as mesmas fontes à EFE.Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.