Como escolher os Melhores Depósitos a Prazo em 2026

Este artigo reflete a abordagem do Banco Carregosa à poupança e investimento, com base em análise de mercado e acompanhamento contínuo das taxas praticadas em Portugal.
Resumo:
• Um depósito a prazo é um produto financeiro de baixo risco onde se entrega capital a uma instituição de crédito por um período fixo em troca de juros (remuneração) acordados, caracteriza-se pelo capital garantido e supervisão direta do Banco de Portugal.
• Apesar de serem considerados produtos de baixo risco, existem diferenças relevantes entre prazos, taxas e condições de mobilização.
• No Banco Carregosa, encontra aconselhamento personalizado para comparar taxas, analisar o prazo e compreender as condições associadas.
Quando se fala em poupança segura, os depósitos a prazo continuam a ser uma das soluções mais procuradas. A possibilidade de aplicar capital com uma taxa de juro definida à partida, aliada à simplicidade do produto, faz destes instrumentos uma opção frequente para quem privilegia previsibilidade.
No entanto, nem todos os depósitos a prazo são iguais. Há diferenças na taxa de juro, no prazo, nas condições de mobilização ou na periodicidade de pagamento de juros que podem ter impacto no rendimento final.
Neste artigo, explicamos o que são depósitos a prazo, como funcionam e quais os fatores essenciais para escolher os melhores depósitos a prazo em Portugal.
Depósitos a prazo: O que são e como funcionam?
Um depósito a prazo é um produto financeiro em que o cliente entrega um montante a uma instituição de crédito devidamente autorizada, por um período previamente definido, recebendo em troca uma remuneração (juro) acordada no momento da constituição. O capital é garantido e os depósitos são supervisionados pelo Banco de Portugal. Durante esse prazo, o capital aplicado gera juros, que podem ser pagos antecipadamente (no início), postecipadamente (no final) ou de forma periódica (mensal, trimestral ou anual), dependendo das condições do produto. De acordo com os dados do Banco de Portugal (atualizados a 1 de abril de 2026), a taxa média dos novos depósitos a prazo até 1 ano situa-se em 1,36% (TANB).
Taxa de juro dos novos depósitos a prazo dos particulares

Fonte: Banco de Portugal, dados atualizados em abril de 2026.
Importa também compreender como estas taxas são apresentadas. Nos depósitos a prazo comercializados em Portugal, a remuneração é expressa através da TANB (Taxa Anual Nominal Bruta), que indica a taxa de juro anual antes de impostos. Na Ficha de Informação Normalizada (FIN) existe também a referência à TANL (Taxa Anual Nominal Líquida), que reflete a rentabilidade líquida após os impostos associados.
Em períodos de inflação mais elevada, a rentabilidade real pode ser limitada, e algumas alternativas, como o investimento em mercados acionistas, por exemplo através de índices diversificados como o S&P 500, podem apresentar maior potencial de retorno no longo prazo, embora também impliquem maior volatilidade e risco.
Em muitos casos, o capital permanece imobilizado até ao vencimento, embora alguns depósitos permitam mobilização antecipada, geralmente com perda parcial ou total dos juros.
Onde encaixam os Depósitos a Prazo no seu portfólio?
Mais do que um produto isolado, os depósitos a prazo devem ser vistos como uma peça estratégica dentro de um portfólio diversificado. Tipicamente, assumem três funções principais:
• Reserva de emergência: Permitem manter capital acessível e protegido para imprevistos, sem exposição a risco de mercado.
• Componente defensiva: Equilibram carteiras com ativos mais voláteis, reduzindo o risco global.
• Gestão de liquidez: Ideais para capital que poderá ser necessário no curto prazo, evitando oscilações de mercado.
• Refúgio Tático: Funciona como um "porto seguro" em períodos de incerteza ou quando as alternativas de investimento não são atrativas, permitindo aguardar por melhores oportunidades de mercado.
Sugestão de leitura
Descubra neste artigo o que significa a TANB, como se calcula e como esta taxa influencia o rendimento dos seus investimentos.
Vantagens dos Depósitos a Prazo
Os depósitos a prazo apresentam várias características que ajudam a explicar a sua popularidade junto de aforradores e investidores com um perfil mais conservador.
• Segurança e previsibilidade: Uma das principais vantagens dos depósitos a prazo é a previsibilidade do retorno. A taxa de juro é definida no momento da constituição do depósito, permitindo saber antecipadamente qual será a remuneração associada ao capital aplicado;
• Capital protegido: Os depósitos estão normalmente abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, que protege os montantes depositados até determinados limites por depositante e por instituição de crédito, reforçando a segurança deste tipo de produto;
• Simplicidade: Ao contrário de outros instrumentos financeiros, os depósitos a prazo são fáceis de compreender e não exigem acompanhamento constante do mercado;
• Possibilidade de diferentes prazos: Existem depósitos com prazos curtos, como um depósito a prazo de 3 meses, e outros com maturidades mais longas, permitindo adaptar o produto às necessidades de liquidez do aforrador.
Fundo de Garantia de Depósitos: O que é?
A segurança é, para muitos aforradores, o fator decisivo na escolha de um depósito a prazo. Em Portugal, essa segurança é reforçada pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), um mecanismo essencial que visa proteger os depositantes em caso de insolvência de uma instituição de crédito.
O FGD garante o reembolso até um valor máximo de 100.000€ por depositante e por instituição de crédito, desde que a instituição bancária seja membro do fundo. Este reembolso é ativado se o banco não tiver disponibilidade financeira para restituir os fundos depositados.
Este limite aplica-se individualmente: por exemplo, numa conta com dois titulares, a garantia total da conta pode subir até 200.000€ (100.000€ para cada um), desde que não existam outras contas dos mesmos titulares nessa instituição.
Estão protegidos não só os depósitos a prazo, mas também depósitos à ordem, contas poupança e depósitos com pré-aviso.
Nota: Embora o limite de 100.000€ por depositante seja harmonizado a nível europeu, a entidade garantidora depende da sede do banco. No Banco Carregosa, a proteção é assegurada pelo FGD português, em sucursais de bancos estrangeiros (como o Bankinter), a garantia provém do fundo do país de origem (ex: Espanha).
Sugestão de leitura
Leia este artigo e descubra mais sobre o Fundo de Garantia de Depósitos, como funciona e que proteção tem quando coloca o seu dinheiro no banco.
Limitações dos Depósitos a Prazo
Apesar das vantagens, os depósitos a prazo também apresentam algumas limitações que devem ser consideradas. Eis as principais:
• Rendimentos potencialmente limitados: Em comparação com investimentos em ações, fundos ou obrigações, os depósitos a prazo tendem a apresentar rendimento mais reduzido, refletindo o menor risco associado;
• Impacto da inflação: Se a taxa de inflação for superior à taxa de juro do depósito, o poder de compra do capital pode diminuir ao longo do tempo;
• Menor flexibilidade: Alguns depósitos não permitem mobilização antecipada ou penalizam o levantamento antes do vencimento, o que pode limitar o acesso ao capital durante o prazo do investimento.
Tipos de Depósitos a Prazo
Os depósitos a prazo podem assumir diferentes formas, dependendo de como são remunerados e do grau de complexidade do produto. De forma geral, é possível distinguir dois grandes tipos de depósitos: depósitos simples e depósitos estruturados (ou indexados).
Depósitos a prazo simples
Nos depósitos simples, a remuneração está associada a uma taxa de juro fixa ou variável, definida de acordo com as condições do produto.
Nos depósitos a taxa fixa, a taxa de juro é conhecida no momento da constituição do depósito e mantém-se inalterada durante todo o prazo. Isto permite ao aforrador saber antecipadamente qual será a remuneração associada ao capital aplicado.
Já nos depósitos a taxa variável, a remuneração depende da evolução de um indexante de mercado, como a Euribor. Neste caso, a taxa de juro do depósito resulta normalmente da soma entre o valor desse indexante e um spread definido pelo banco, podendo variar ao longo do tempo.
Dentro desta categoria podem ainda existir algumas variantes, como depósitos com diferentes taxas de juro ao longo do prazo ou depósitos em que o spread aplicado ao indexante varia em determinados períodos.
Depósitos estruturados ou indexados
Os depósitos estruturados distinguem-se dos depósitos simples porque a sua remuneração depende da evolução de determinados indicadores económicos ou financeiros.
Por exemplo, o rendimento pode estar ligado ao desempenho de ações, índices bolsistas, cabazes de ações ou outros ativos financeiros. Nestes casos, a remuneração potencial pode ser superior à de um depósito tradicional, mas também está sujeita a condições específicas definidas no produto.
Antes de subscrever um depósito estruturado, a instituição financeira deve disponibilizar ao cliente um Documento de Informação Fundamental (DIF), onde são descritas as características essenciais do produto.
Em muitos casos, os depósitos estruturados não permitem mobilização antecipada do capital antes do vencimento, o que torna importante compreender bem todas as condições antes de tomar uma decisão.
Tal como outros depósitos bancários, estes produtos incluem também documentação informativa relevante, como a Ficha de Informação Normalizada (FIN) e o Formulário de Informação ao Depositante, que apresentam de forma clara as principais características e o enquadramento de proteção do depósito.
Como escolher Depósitos a Prazo: Passo a Passo
Escolher entre os melhores depósitos a prazo em Portugal implica mais do que comparar apenas a taxa de juro anunciada. Existem vários fatores que devem ser analisados para garantir que o produto escolhido está alinhado com os objetivos financeiros e o horizonte de poupança.
Antes de tomar uma decisão, é importante analisar de forma estruturada as características de cada depósito.
1. Compare as taxas de juro disponíveis
O primeiro passo consiste em analisar os melhores juros de depósitos a prazo disponíveis no mercado.
Nem todos os bancos oferecem as mesmas taxas, e estas podem variar em função de vários fatores, como:
• Prazo do depósito;
• Montante mínimo exigido;
• Campanhas promocionais;
• Condições específicas para novos clientes ou para novos montantes aplicados.
Além disso, é importante perceber se o depósito oferece uma taxa de juro fixa ou variável. Nos depósitos a taxa fixa, a remuneração é definida no momento da constituição e mantém-se inalterada durante todo o prazo. Já nos depósitos a taxa variável, a taxa depende da evolução de um indexante de mercado, como a Euribor, podendo, por isso, variar ao longo do tempo.
2. Avalie o prazo do depósito
O prazo é um dos elementos que mais influencia a rentabilidade e a flexibilidade do produto.
Um depósito a prazo de 3 meses, por exemplo, pode ser interessante para quem pretende manter liquidez elevada, enquanto os prazos mais longos podem oferecer taxas superiores.
3. Considere a moeda do depósito
Embora a maioria dos depósitos a prazo seja constituída em euros, existem também depósitos denominados em moedas estrangeiras, como o dólar norte-americano.
Nestes casos, a remuneração pode ser influenciada não apenas pela taxa de juro do depósito, mas também pela evolução da taxa de câmbio entre a moeda do depósito e o euro. Isto significa que, dependendo da valorização ou desvalorização da moeda, o valor final recebido poderá variar quando convertido novamente para euros.
Os depósitos em moeda estrangeira podem, por isso, ser utilizados por aforradores que pretendam diversificar a sua poupança ou manter parte do capital exposto a outras moedas, embora impliquem também considerar o risco cambial associado.
4. Verifique as condições de mobilização antecipada
Nem todos os depósitos permitem levantar o capital antes do vencimento.
Quando essa possibilidade existe, é essencial analisar os seguintes fatores:
• Se há penalização total ou parcial dos juros;
• Se existem períodos mínimos de permanência;
• Se a mobilização pode ser feita a qualquer momento.
Esta análise é particularmente importante para quem pretende manter alguma flexibilidade na gestão da poupança.
Importa também verificar se o depósito prevê renovação automática no vencimento. Em muitos casos, quando o aforrador não dá instruções, o depósito é renovado por igual período, mas a uma taxa de juro que pode ser significativamente inferior à taxa inicial. Antes de cada vencimento, é aconselhável rever as condições de renovação e comparar com as restantes ofertas disponíveis no mercado.
5. Analise a periodicidade de pagamento dos juros
Alguns depósitos pagam os juros apenas no vencimento, enquanto outros fazem pagamentos periódicos ou antecipados.
Entre as opções mais comuns encontram-se o pagamento no final do prazo, o pagamento anual e o pagamento trimestral ou semestral.
A opção de pagamento de juros antecipados não é tão comum e geralmente não possibilita a mobilização antecipada, o que obriga à manutenção do Depósito a Prazo até ao final do período acordado, não oferecendo liquidez imediata.
6. Analise os montantes mínimos e máximos de aplicação
Os depósitos a prazo podem exigir montantes mínimos de constituição, que variam entre produtos e instituições financeiras.
Além do valor mínimo, alguns depósitos definem também limites máximos de aplicação. Estes limites são utilizados pelos bancos para controlar a exposição a determinadas taxas de juro ou enquadrar produtos específicos dentro de determinadas estratégias comerciais.
Em alguns casos, podem ainda existir depósitos concebidos como soluções complementares a outros produtos, nos quais o montante máximo permitido depende do capital previamente aplicado noutro depósito. Por isso, é importante analisar estas condições antes de tomar uma decisão.
7. Confirme a proteção do capital
Antes de escolher um depósito a prazo, é essencial garantir que o capital aplicado está protegido por um mecanismo de segurança.
Em Portugal, os depósitos constituídos em instituições financeiras autorizadas estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, que assegura:
• Proteção até 100.000€ por depositante e por instituição;
• Reembolso em caso de indisponibilidade dos depósitos;
• Cobertura aplicável à maioria dos depósitos bancários tradicionais.
Este mecanismo é um dos principais fatores que tornam os depósitos a prazo uma solução de baixo risco. Para ter a certeza, pode consultar a lista oficial de entidades participantes diretamente no site do Fundo de Garantia de Depósitos ou verificar a FIN (Ficha de Informação Normalizada) do produto, onde deve constar obrigatoriamente qual é o fundo que garante o capital.
8. Analise o impacto dos impostos
A rentabilidade de um depósito a prazo não depende apenas da taxa de juro anunciada (TANB). Em Portugal, os juros estão sujeitos a uma taxa liberatória de 28% no continente e 19,6% na Madeira e nos Açores, o que reduz o rendimento efetivo.
Por isso, é essencial distinguir:
• TANB (Taxa Anual Nominal Bruta): taxa antes de impostos;
• TANL (Taxa Anual Nominal Líquida): taxa após impostos.
Na prática, é a TANL que reflete o valor real que o investidor recebe.
Exemplo prático: Um depósito a prazo de 10.000€ com TANB de 2,5% durante 12 meses, tem como resultado:
• Juros brutos: 250€
• Imposto (28%): 70€
• Juros líquidos: 180€
A rentabilidade líquida corresponde a cerca de 1,8%.
9. Avalie o papel do depósito na sua estratégia de poupança
Por fim, é importante enquadrar o depósito a prazo na estratégia global de gestão financeira.
Para alguns aforradores, os depósitos funcionam como instrumento de reserva de liquidez, complemento de estratégias de investimento mais diversificadas, ou, ainda, como solução de poupança de curto prazo.
Ao definir claramente o objetivo do capital aplicado, torna-se mais fácil escolher entre os melhores depósitos a prazo disponíveis.
Depósitos a Prazo: As soluções do Banco Carregosa
O Banco Carregosa disponibiliza um conjunto de depósitos a prazo adaptados a diferentes objetivos de poupança, desde soluções de curto prazo até opções com rendimento periódico ou possibilidade de reforço de capital. Utilize o simulador disponível para calcular os seus retornos.
Depósito TANB (até) Montantes Prazo Mobilização Perfil de Investidor Bem-Vindo 2,50% Entre 25.000€ e 100.000€ 3 ou 6 meses Com penalização de juros Investidores que procuram rentabilizar liquidez imediata com taxas de entrada competitivas. Win-Win / Soma e Segue 1,75% Entre 25.000€ e 100.000€ 3 ou 6 meses Com penalização de juros Investidores que procuram soluções complementares de liquidez. Gama 3, 6, 12 e 24 Meses 1,75% Entre 25.000€ e 1.000.000€ 3, 6, 12 ou 24 meses Com penalização de juros Ideal para quem exige flexibilidade total de prazos e planeamento de liquidez. USD 3,00% Entre $25.000 e $1.000.000 3, 6 ou 12 meses Com penalização de juros Clientes com despesas correntes em dólares ou que procuram exposição estratégica à valorização do USD. Rendimento Mensal 1,80% Entre 25.000€ e 1.000.000€ 12, 24 ou 36 meses Sem mobilização Quem procura um fluxo regular de rendimento (cash-flow) pago mensalmente para complementar o orçamento. Poupança Crescente 2,00% A partir de 25.000€ 12 meses Com penalização de juros Perfil que pretende reforçar o capital gradualmente, aproveitando a possibilidade de reforços durante o prazo.
Porque escolher o Banco Carregosa?
A constituição de um depósito a prazo no Banco Carregosa oferece vantagens competitivas que distinguem a nossa instituição no sistema financeiro português:
• Rentabilidade Superior: Comparando com a média do setor, as nossas taxas de juro situam-se frequentemente entre as mais competitivas do mercado nacional. Este posicionamento é visível através das estatísticas mensais do Banco de Portugal, que permitem comparar as remunerações médias do sistema bancário com as condições oferecidas por instituições especializadas em Private Banking;
• Especialização em Investimento: Somos um banco de poupança e investimento, o que nos permite uma gestão de ativos mais ágil e direcionada;
• Segurança Institucional: O Banco Carregosa está registado no Banco de Portugal (BdP) sob o nº 0235 e na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sob o nº 0169. Somos aderentes ao Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), assegurando a proteção regulamentar de até 100.000€ por depositante;
• Solidez Financeira: O Banco Carregosa mantém-se como uma instituição segura, suportada por elevados rácios de solvabilidade que garantem a proteção do seu património.
Tem menos de 30 anos?
Para além das soluções apresentadas, o Banco Carregosa disponibiliza também uma oferta complementar de depósitos a prazo através do Carregosa NextGen, pensada para investidores mais jovens ou em fase inicial de construção de património. Pode ver mais aqui.
Depósitos a Prazo vs. Outras alternativas
Os depósitos a prazo são uma das formas mais simples e conservadoras de aplicar poupanças. Oferecem capital garantido e previsibilidade na remuneração, mas, em contrapartida, apresentam normalmente níveis de rentabilidade mais limitados, sobretudo em horizontes de investimento mais longos.
Por esse motivo, muitos investidores optam por complementar os depósitos a prazo com outras soluções de investimento que podem oferecer maior potencial de valorização ou diversificação. A escolha depende sempre do perfil de risco, do horizonte temporal e dos objetivos financeiros de cada pessoa.
Depósitos a Prazo vs. Certificados de Aforro
Os certificados de aforro são títulos de dívida pública emitidos pelo Estado português, destinados a pequenos aforradores. Tal como os depósitos a prazo, oferecem capital garantido e baixo risco, mas apresentam diferenças relevantes em termos de remuneração, liquidez e condições de subscrição.
A escolha entre os dois produtos depende do perfil do aforrador, do montante disponível e do horizonte temporal pretendido. Em determinados cenários, ambos podem coexistir na mesma estratégia de poupança.
Os certificados de aforro destacam-se pela flexibilidade (montante mínimo baixo, reforços e resgate sem penalização após 3 meses) e pela capitalização trimestral, que permite beneficiar do efeito de juro composto ao longo do tempo. Por outro lado, a taxa base está limitada a um máximo de 2,5%, o que pode ser inferior às melhores taxas disponíveis no mercado de depósitos a prazo.
Os depósitos a prazo, por sua vez, podem oferecer taxas superiores, sobretudo em produtos direcionados a novos clientes ou para montantes mais elevados. Permitem também fixar uma taxa durante todo o prazo, o que pode ser vantajoso em contextos de descida das taxas de juro.
Na prática, as duas soluções podem ser complementares: os certificados de aforro para uma base de poupança flexível e de longo prazo, e os depósitos a prazo para rentabilizar montantes específicos a curto ou médio prazo com taxas mais competitivas.
Depósitos a Prazo vs. PPR
O Plano Poupança Reforma (PPR) é um produto financeiro regulado que combina poupança e investimento. Originalmente, foi pensado para complementar a pensão da Segurança Social, mas o PPR evoluiu para um instrumento versátil que permite hoje atingir múltiplos objetivos financeiros, adaptando-se ao perfil de risco de cada investidor.
Quando subscreve um PPR, está a aplicar dinheiro num produto que é investido ao longo do tempo, de acordo com uma estratégia previamente definida. Esse valor passa a ser gerido profissionalmente, sendo investido em diferentes ativos (como obrigações, ações ou uma combinação de ambos), consoante o perfil do PPR. Ao longo do tempo, o capital pode valorizar ou desvalorizar, dependendo dos mercados e da estratégia adotada.
O Guia Completo sobre Poupança e Reforma
Leia este artigo e saiba o que é um PPR, como funciona e se vale a pena investir.
Depósitos a Prazo vs. Ações
Investir diretamente em ações significa adquirir uma participação no capital de empresas cotadas em bolsa. Ao contrário dos depósitos a prazo, as ações não oferecem capital garantido, mas podem proporcionar maior potencial de valorização ao longo do tempo.
Além da eventual valorização do preço das ações, algumas empresas distribuem dividendos aos acionistas, o que pode gerar rendimento adicional. No entanto, este tipo de investimento está sujeito à volatilidade dos mercados e exige maior tolerância ao risco.
Os depósitos a prazo são indicados para quem valoriza a segurança, enquanto as ações são adequadas para quem aceita um maior nível de risco em troca de um potencial de retorno mais elevado. Assim, não se trata de escolher qual é melhor, mas de compreender que cada produto responde a diferentes necessidades, objetivos e perfis de risco.
Depósitos a Prazo vs. ETFs
Os ETFs (Exchange Traded Funds)são fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho de um determinado índice, setor ou conjunto de ativos. Tal como as ações, podem ser comprados e vendidos ao longo do dia de negociação.
Uma das principais vantagens dos ETFs é o acesso simples e geralmente mais económico a mercados amplos e diversificados, como índices acionistas globais ou regionais. Para investidores com horizonte de médio ou longo prazo, podem constituir uma forma eficiente de participar no crescimento dos mercados financeiros.
Banco Carregosa: Depósitos a prazo à sua medida
Os depósitos a prazo são soluções de aforro que têm como principal prioridade a preservação do património, uma opção para quem procura diversificar o portefólio de poupança e investimento, com risco reduzido.
Maximize as suas poupanças com segurança. Preencha o formulário e descubra a solução de depósito a prazo ideal para os seus objetivos.
Depósitos a Prazo: Perguntas Frequentes
De seguida, damos resposta a algumas das dúvidas mais comuns sobre depósitos a prazo.
Qual a diferença entre TANB e TANL?
A TANB (Taxa Anual Nominal Bruta) indica a taxa de juro anual antes de impostos. A TANL (Taxa Anual Nominal Líquida) reflete a remuneração após a dedução da taxa liberatória de 28% (em Portugal continental ou 19,6% na Madeira e nos Açores). Na prática, é a TANL que traduz o rendimento que efetivamente será creditado ao aforrador. Por exemplo, um depósito com TANB de 2,5% corresponde a uma TANL de aproximadamente 1,8%. Ao comparar depósitos, deve ter sempre a TANL como referência final.
Os depósitos a prazo têm comissões?
Os Depósitos a Prazo, enquanto produto, não têm comissões associadas. No entanto, a Conta de Depósitos à Ordem associada, pode ter comissões de manutenção, dependendo da instituição e do produto contratado. Alguns bancos aplicam comissões de manutenção de conta que podem reduzir a rentabilidade efetiva do depósito. Antes de subscrever, é essencial consultar a Ficha de Informação Normalizada (FIN) do produto e o preçário do banco, onde estas comissões devem estar discriminadas. Um depósito com uma taxa de juro aparentemente mais elevada pode, na prática, render menos do que outro se tiver comissões associadas.
Posso ter depósitos a prazo em mais do que um banco?
Sim. Não existe qualquer limitação ao número de depósitos a prazo que um aforrador pode deter em diferentes instituições. Aliás, diversificar entre bancos pode ser uma estratégia vantajosa, quer para beneficiar de taxas promocionais para novos clientes, quer para maximizar a cobertura do Fundo de Garantia de Depósitos, cuja proteção de 100.000€ se aplica por depositante e por instituição.
Quais são os melhores depósitos a prazo em Portugal?
Os melhores depósitos a prazo dependem de vários fatores, como taxa de juro, prazo, condições de mobilização e montante mínimo exigido. Comparar estas características é essencial antes de escolher o melhor depósito a prazo para as suas necessidades e objetivos.
Os depósitos a prazo são indicados para empresas?
Sim. As empresas podem constituir depósitos a prazo como instrumento de gestão de tesouraria, rentabilizando excedentes de liquidez que não sejam necessários a curto prazo. As condições (taxas, prazos e montantes) podem diferir das oferecidas a particulares e são frequentemente negociadas caso a caso. Importa notar que os depósitos de pessoas coletivas também estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, com o mesmo limite de 100.000€ por depositante e por instituição. No entanto, existe uma exceção importante: esta proteção não abrange investidores institucionais, conforme previsto na legislação que regula o funcionamento do FGD.
Os depósitos a prazo são seguros?
Os depósitos bancários estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos até determinados limites por depositante e por instituição, o que reforça a segurança deste tipo de produto.
Como usar depósitos a prazo num ambiente de taxas decrescentes?
Num contexto de descida de taxas de juro, pode fazer sentido fixar uma taxa mais elevada enquanto ainda está disponível. Isso permite garantir rendimento previsível e proteger-se de futuras reduções.
Disclamer: Este artigo foi preparado pelo Banco Carregosa com fins meramente informativos e educativos, não constituindo, em circunstância alguma, uma proposta de investimento, recomendação de compra, ou aconselhamento financeiro personalizado. A rentabilidade histórica não é garantia de rentabilidade futura. Recomendamos que consulte um gestor de conta ou consultor financeiro antes de tomar qualquer decisão de investimento, para garantir que a mesma se adequa ao seu perfil de risco e objetivos financeiros.