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22 setembro 2026 15h20

Gestão Passiva: O que é, vantagens, riscos e veículos

Gestão Passiva: O que é, vantagens, riscos e veículos

Gestão Passiva: O que é, vantagens, riscos e veículos

 

 


 

Resumo:

 

  •  A Gestão Passiva é uma estratégia de investimento que procura replicar o desempenho de um índice de referência, em vez de tentar superá-lo.

 

  •  Concretiza-se sobretudo através de ETFs e fundos indexados, e tende a implicar custos de gestão inferiores aos da gestão ativa.

 

  •  Elimina o risco associado às decisões do gestor, mas mantém o risco de mercado do índice replicado, não é, por isso, uma estratégia de baixo risco.

 

  •  No Banco Carregosa, encontra apoio especializado para avaliar qual a abordagem mais adequada ao seu perfil de risco e objetivos de investimento.

 


 

 

Os fundos de Gestão Passiva têm atraído fluxos recorde de investimento a nível global, ao ponto de já representarem uma parte significativa do mercado de fundos. Estudos académicos indicam que, em média e após custos, a gestão ativa tende a não superar os índices de referência, ainda que existam gestores que o consigam. Mas afinal, o que é a Gestão Passiva?

 

 

Gestão Passiva: O que é?

 

A Gestão Passiva designa uma estratégia de alocação de investimento. Caracteriza-se por reproduzir o desempenho de um determinado índice de referência como acontece, por exemplo, com o S&P 500 ou o MSCI World, um dos maiores do mercado, em que o benchmark serve como guia para o trabalho do gestor. Assim, a Gestão Passiva permite ao investidor obter exposição à mesma rentabilidade do benchmark, e as flutuações de valorização estão em linha com o índice de mercado que tenta replicar.

 

Na Gestão Passiva, é o próprio regulamento do fundo que determina os ativos que compõem a carteira e que define o índice de referência. Por exemplo, um fundo passivo de ações de empresas globais poderia investir em empresas que integram o índice MSCI World de uma forma que espelhe o seu valor. Uma outra modalidade de Gestão Passiva são os fundos negociados em bolsa (ETF), que reproduzem um determinado índice de referência.

 

Por definição, a Gestão Passiva não procura superar o mercado, mas acompanhá-lo. Isto reduz o risco associado às decisões do gestor e tende a traduzir-se em custos de gestão inferiores, mas não elimina o risco de mercado: se o índice replicado desvalorizar, o investimento desvaloriza na mesma proporção.

 

Difere da Gestão Ativa, que tem como objetivo obter uma rentabilidade superior ao benchmark e permite maior liberdade na seleção dos ativos. Essa liberdade pode traduzir-se em desempenho superior ao índice, mas também inferior. Em síntese: a Gestão Passiva acompanha o benchmark de forma mais previsível; a Gestão Ativa procura superá-lo, assumindo o risco de não o conseguir.

 

 

Gestão Passiva e Gestão Ativa: O que distingue as duas abordagens?

 

CritérioGestão PassivaGestão Ativa
ObjetivoReplicar o índice de referênciaProcurar superar o índice de referência
Seleção de ativosDefinida pelo índice e pelo regulamento do fundoDefinida pelo gestor
Custos de gestãoGeralmente mais baixosGeralmente mais elevados
Risco de mercadoMantém-se, na proporção do índiceMantém-se
Previsibilidade face ao índiceElevadaVariável
Acompanhamento pelo investidorReduzidoMaior, se pretender avaliar as decisões
Indicada para quem…Privilegia simplicidade, custos baixos e retorno em linha com o mercadoProcura potencial de desempenho acima do índice e aceita o risco de o não obter

 

Nenhuma das abordagens é, em abstrato, melhor do que a outra: a escolha depende dos objetivos, do horizonte temporal e do perfil de risco de cada investidor. Muitos investidores combinam ambas na mesma carteira.

 

"A escolha entre gestão passiva e ativa não é uma questão de ideologia, mas de adequação: o que interessa é saber que risco se está a assumir e a que custo.” — Filipe Silva, Diretor de Investimentos do Banco Carregosa.

 

 

Quais as vantagens da Gestão Passiva?

 

Um fundo de investimento com Gestão Passiva permite aceder a uma grande diversificação de ativos de empresas que compõem o índice de referência escolhido, quer pela quantidade de empresas, quer pelos setores económicos. Isto significa que uma parte dos ativos pode valorizar enquanto outra desvaloriza.

 

Por outro lado, uma vez que o objetivo da Gestão Passiva é acompanhar e não superar o benchmark, não há esforço para obter resultados acima da média e, por isso, a estratégia das carteiras é mais simples. Isto faz com que as necessidades de acompanhamento por parte do investidor sejam mais reduzidas.

 

Além disso, os índices utilizados como benchmark têm um longo histórico de desempenho, em alguns casos de várias décadas, tendo passado por várias crises e momentos de crescimento. Quando são perspetivados a longo prazo, os estudos apontam para um desempenho eficiente.

 

 

Fundos de Gestão Ativa que ficaram abaixo do índice de referência

 

Numa perspetiva meramente de rentabilidade, quanto maior o horizonte de investimento, maior a percentagem de fundos ativos que não superou o índice.

 

Percentagem de fundos de gestão ativa que ficaram abaixo do índice de referência

 

Fonte: S&P Dow Jones Indices, SPIVA Europe Scorecard. Fundos de gestão ativa domiciliados na Europa; rentabilidade líquida de custos, na moeda indicada. Períodos encerrados na data de referência da edição citada. Os valores referem-se a médias de mercado e não a gestores individuais. Rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras.

 

Por fim, o comportamento dos fundos de Gestão Passiva é mais previsível, na medida em que acompanham a rentabilidade do índice de referência, sem depender do acerto das decisões de um gestor. A Gestão Passiva poderá, por isso, ser mais indicada para investidores que privilegiam previsibilidade, diversificação e custos baixos, tendo presente que a exposição ao risco de mercado se mantém.

 

 

Quais os riscos da Gestão Passiva?

 

Apesar de todas as vantagens, a Gestão Passiva tem os seus riscos:

 

  •  Risco de mercado: Durante períodos de contração, se as ações inerentes ao benchmark desvalorizarem, o índice tenderá a cair como um todo, desvalorizando o património. Nesta situação, um gestor ativo poderia, em teoria, procurar mitigar o impacto através de ajustes preventivos na carteira, embora sem garantia de o conseguir, uma vez que isso pressupõe antecipar corretamente a evolução do mercado.

 

  •  Perda de oportunidades: Principalmente em períodos de crescimento, a Gestão Passiva não permite aproveitar oportunidades específicas em que uma Gestão Ativa teria investido de forma oportunista.

 

  •  Concentração nas maiores empresas: Muitos dos índices utilizados são ponderados pela capitalização: quanto maior for a capitalização de uma empresa, maior é o seu peso na carteira. Isto aumenta a exposição às empresas de maior capitalização do mercado, incluindo as que estejam eventualmente sobrevalorizadas.

 

 

Quanto custa a Gestão Passiva?

 

Os custos são um dos fatores que mais distinguem as duas abordagens. Como a gestão passiva não exige análise contínua nem seleção ativa de ativos, e envolve menos transações, as comissões tendem a ser inferiores às da gestão ativa.

 

O indicador a observar é o TER (Total Expense Ratio), que reflete o custo anual total do fundo em percentagem do montante investido. A ele podem acrescer custos de transação, de custódia e, no caso de ETFs denominados noutra moeda, custos de câmbio.

 

A diferença pode parecer pequena num ano, mas compõe-se ao longo do tempo: num horizonte de duas ou três décadas, alguns décimos de ponto percentual por ano têm impacto material no valor final. É por isso que o custo é uma das variáveis mais relevantes e uma das poucas que o investidor conhece de antemão.

 

 

Gestão Passiva: Quais os instrumentos disponíveis?

 

A gestão passiva pode ser alcançada através de alguns instrumentos financeiros, de forma isolada ou em combinação.

 

 

ETFs (Exchange Traded Funds)

 

Os Exchange Traded Funds (ETF) são um dos veículos de investimento mais utilizados. São negociados em bolsa e seguem uma determinada carteira de ativos. Além de replicarem índices de referência, os ETF também podem emular índices setoriais ou temáticos, como tecnologia. A diferença entre os ETF Passivos e Ativos é que os primeiros maximizam o retorno minimizando o número de transações (compras e vendas) no portfolio.

 

 

Fundos de Investimento

 

Os fundos de investimento tradicionais, geralmente, seguem uma gestão ativa, mas também existem fundos de investimento com uma gestão passiva quando seguem um índice específico. Os fundos de investimento podem ser compostos por ações, por obrigações ou por ambos. Os primeiros investem em ações de empresas cotadas em bolsa, geralmente destinados a uma região ou setor específico. Os fundos de investimento compostos por obrigações investem em títulos de dívida, incluindo os governamentais que, geralmente, apresentam menor risco pelo facto de os governos, em regra, cumprirem as obrigações. Os fundos de investimento mistos são uma combinação de ações e obrigações, o que se traduz numa maior diversificação dos tipos dos produtos e, por consequência, também do risco associado.

 

 

O Banco Carregosa ao seu lado em investimentos de Gestão Passiva e Ativa

 

Qual é a melhor estratégia para o seu caso? Não há uma resposta universal, tudo depende dos objetivos, dinâmicas e conhecimentos de cada investidor.

 

No caso da Gestão Passiva, por exemplo, o investidor deve estar preparado para um investimento de longo prazo, com expectativas de retorno em linha com o mercado e com a volatilidade própria do índice replicado.

 

A Gestão Ativa é indicada para quem procura "bater” o mercado, e obter um desempenho superior ao dos índices utilizados como benchmark.

 

Para escolher a melhor abordagem para o seu caso, no Banco Carregosa encontra uma equipa de profissionais experientes, capacitada para o ajudar a fazer escolhas informadas.

 

Com origem numa casa de câmbios fundada em 1833, no Porto, o Banco Carregosa é a instituição financeira mais antiga em atividade da Península Ibérica e opera como banco dedicado à banca privada e à gestão de património. Está sujeito à supervisão do Banco de Portugal (registo n.º 0235) e da CMVM (registo n.º 0169).

 

Em contextos de risco, o aconselhamento profissional e especializado do Banco Carregosa é essencial para proteger os seus investimentos e o seu património. Entre em contacto com a nossa equipa e beneficie de um acompanhamento permanente, personalizado e experiente.

 


 

Gestão Passiva: Perguntas frequentes

 

 

A gestão passiva tem menos risco do que a gestão ativa?

 

Não necessariamente. A gestão passiva elimina o risco associado às decisões do gestor, mas mantém o risco de mercado: se o índice replicado desvalorizar, o investimento acompanha essa desvalorização.

 

 

Gestão passiva ou gestão ativa: qual escolher?

 

Não há uma resposta universal. Depende dos objetivos, do horizonte temporal, do perfil de risco e da sensibilidade aos custos. Muitos investidores combinam as duas abordagens.

 

 

Qual a diferença entre um ETF e um fundo indexado?

 

Ambos podem seguir gestão passiva. A principal diferença é que o ETF é negociado em bolsa ao longo da sessão, como uma ação, enquanto o fundo de investimento indexado, vulgarmente chamado fundo indexado, é subscrito e resgatado ao valor patrimonial apurado no final do dia.

 

 

A gestão passiva replica sempre o índice com exatidão?

 

Não. Existe normalmente um desvio face ao índice, conhecido como tracking error, que resulta dos custos do fundo, da forma de replicação e dos momentos de reajustamento da carteira.

 


 

Aviso Legal: Este artigo foi preparado pelo Banco Carregosa com fins meramente informativos e educativos, não constituindo, em circunstância alguma, uma proposta de investimento, recomendação de compra ou aconselhamento financeiro personalizado. O investimento em instrumentos financeiros envolve riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. A rentabilidade histórica não é garantia de rentabilidade futura. Recomendamos que consulte um gestor de conta ou consultor financeiro antes de tomar qualquer decisão de investimento, para avaliar se a mesma é adequada ao seu perfil de risco e objetivos financeiros.

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