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29 julho 2025 14h25

Stablecoins: O que são e por que são importantes?

O que são Stablecoins

Stablecoins: o que são?

 

Em maio de 2022, o colapso da stablecoin Terra USD (UST) chocou o mundo cripto. Prometendo paridade com o dólar, perdeu mais de 95% do seu valor em poucos dias, evaporando cerca de 60 mil milhões de dólares em capitalização de mercado.

 

 

Esse episódio foi um alerta global: nem todas as stablecoins oferecem a mesma segurança. Compreender o seu funcionamento, as reservas que as sustentam e a regulação aplicável é essencial para quem investe em criptoativos.

 

 

Neste artigo, exploramos o que são as stablecoins, as suas vantagens, riscos e estratégias para investir com confiança.

 

 

O que são stablecoins?

 

 

As stablecoins são criptomoedas concebidas para manter um valor estável, geralmente indexado a moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro. Ao contrário de outros criptoativos como Bitcoin ou Ethereum, sujeitos a flutuações de mercado, as stablecoins replicam a estabilidade de ativos tradicionais, funcionando como um refúgio relativamente seguro no universo digital.

 

 

As stablecoins, como a Tether e a Circle, têm um papel central no ecossistema digital. São usadas como refúgio de valor, meio de pagamento ou ponte entre moedas fiduciárias e criptoativos, e estão no coração de muitas transações financeiras digitais.

 

 

Valorização da Tether – Set 2024 a Jul 2025

Valorização Tether Banco Carregosa

 

 

Fonte: Coindesk

 

 

Há diferentes tipos de stablecoins que variam conforme o mecanismo utilizado para garantir a sua estabilidade. Conhecer os diferentes tipos é essencial para avaliar os riscos e benefícios associados:

 

 

Colateralizadas por Moeda Fiduciária: Cada token é suportado por reservas reais, como dólares ou euros, muitas vezes bilhetes do tesouro norte-americanos, depositadas em contas auditadas, oferecendo maior confiança, embora dependente da qualidade das reservas e do rigor das auditorias, que varia entre emissores como Tether e Circle;

 

 

Colateralizadas em Criptoativos: Utilizam outras criptomoedas como garantia, com mecanismos automáticos para gerir a volatilidade, o que aumenta o risco em comparação com o colateral fiduciário;

 

 

Algorítmicas: Mantêm a paridade através de algoritmos e incentivos de mercado, sem colateral físico, tornando-as mais suscetíveis a instabilidade, como demonstrado pelo colapso de algumas stablecoins.

 

 

Vantagens das stablecoins

 

As stablecoins destacam-se pela estabilidade e funcionalidades que as tornam essenciais nas finanças digitais, oferecendo soluções práticas para investidores:

 

Estabilidade em mercados voláteis

 

 

A principal característica das stablecoins é a paridade com moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro, minimizando as flutuações típicas de criptomoedas como a Bitcoin ou Ethereum, o que proporciona maior previsibilidade.

 

 

Acesso simplificado ao mercado cripto

 

 

As stablecoins funcionam como uma ponte para o universo das criptomoedas, permitindo aos investidores converter moedas fiduciárias em tokens digitais e transacionar outros criptoativos rapidamente, sem reconversões constantes.

 

 

Úteis em estratégias de gestão de risco

 

 

Em períodos de alta volatilidade, as stablecoins permitem "pausar” investimentos sem abandonar o ecossistema cripto, protegendo ganhos e oferecendo flexibilidade para reposicionar a carteira em momentos oportunos.

 

 

Desvantagens e riscos das stablecoins

 

 

Apesar da promessa de estabilidade, as stablecoins também apresentam riscos que os investidores devem avaliar cuidadosamente. Conheça quatro desafios associados a estes ativos:

 

 

1. Estabilidade limitada

 

 

O colapso da Terra USD (UST) evidenciou que nem todas as stablecoins mantêm a paridade prometida. As stablecoins algorítmicas, em particular, são vulneráveis a desvalorizações abruptas em condições de stress de mercado.

 

 

2. Falta de transparência e auditoria

 

 

Algumas stablecoins, como a Tether (USDT), enfrentam críticas pela opacidade das suas reservas. Sem auditorias regulares e transparentes, é difícil garantir que cada token é plenamente suportado, aumentando o risco de instabilidade.

 

 

3. Riscos regulamentares

 

 

O crescente escrutínio por parte de governos e reguladores pode levar a mudanças legislativas que afetem a liquidez, o funcionamento ou a legalidade das stablecoins em certos mercados, criando incerteza para investidores.

 

 

4. Dependência de plataformas centralizadas

 

 

Embora integrem o ecossistema descentralizado das criptomoedas, muitas stablecoins dependem de emissores centralizados, como empresas ou fundações, o que introduz riscos de falência, má gestão ou bloqueio de fundos.

 

 

Cuidados a ter ao investir em stablecoins

 

 

Investir em stablecoins requer estratégia e prudência para garantir segurança e alinhamento com os seus objetivos financeiros. Conheça alguns passos práticos para investir nestes ativos:

 

 

1. Escolher a stablecoin certa

 

 

As stablecoins variam conforme o mecanismo de estabilidade: colateralizadas por moedas fiduciárias (como dólares ou euros), por criptoativos ou algorítmicas (mais arriscadas). Avalie o tipo, transparência das reservas e o seu perfil de risco antes de investir.

 

 

A tabela seguinte reúne o essencial para fazer uma escolha mais informada:

Stablecoins Garantia perfil funcao

 

 

2. Escolher uma plataforma fiável

 

 

Existem duas opções principais: via entidade regulada (mais fácil de usar), ou via carteira descentralizada (para utilizadores mais experientes).

 

 

Deve procurar toda a informação necessária para saber com qual das situações se depara, antes de tomar a decisão de investir.

 

 

3. Monitorizar, diversificar e proteger

 

 

Mesmo sendo mais estáveis, as stablecoins continuam a ser criptoativos. Como tal, é fundamental proteger os seus fundos.

 

 

• Não concentre todo o capital numa só stablecoin;

 

• Verifique regularmente a transparência das reservas;

 

• Use carteiras seguras com backups;

 

• Desconfie de promessas de lucros garantidos.

 

 

Exposição Indireta

 

 

Existem no mercado formas de exposição indireta às criptomoedas, que permitem aos investidores menos experientes nestas temáticas e aos que preferem manter-se em "ambientes mais familiares”, investirem com maior confiança.

 

 

Por exemplo, o Banco Carregosa disponibiliza aos seus Clientes a exposição a criptomoedas através de CryptoFx ou de ETFs. Com este instrumento é possível investir neste mercado de criptomoedas, num ambiente bancário e sem ter de procurar instituições que lhe são pouco familiares.

 

 

Para recordar

 

O que são stablecoins e como funcionam?

 

Stablecoins são criptomoedas projetadas para manter um valor estável, normalmente atreladas a moedas fiduciárias como o dólar ou o euro. Funcionam através de diferentes mecanismos de estabilização — como colaterais em moeda real, ativos digitais ou algoritmos — e são amplamente usadas para facilitar transações no mercado cripto, proteger contra volatilidade e armazenar valor digitalmente.

 

Quais os principais tipos de stablecoins disponíveis?

 

Existem três tipos principais de stablecoins:

  • Colateralizadas por moeda fiduciária – apoiadas por reservas em dinheiro (ex: USDT, USDC).
  • Colateralizadas por criptoativos – garantidas por outras criptomoedas (ex: DAI).
  • Algorítmicas – mantêm a estabilidade via algoritmos e incentivos de mercado (ex: a extinta UST).

Cada tipo apresenta diferentes níveis de risco, transparência e estabilidade.

 

As stablecoins são realmente seguras?

 

As stablecoins podem ser seguras, mas não são todas iguais. A segurança depende do tipo de colateral, da transparência das reservas e da regulação da entidade emissora. Stablecoins colateralizadas por moeda fiduciária e auditadas regularmente tendem a ser mais confiáveis. Já as algorítmicas, como a extinta Terra USD (UST), apresentam riscos significativos de perda de valor.

 

Quais os riscos de investir em stablecoins?

 

Investir em stablecoins envolve vários riscos, incluindo:

  • Perda de paridade com moedas fiduciárias, especialmente em modelos algorítmicos;
  • Falta de transparência sobre as reservas que sustentam o token;
  • Risco regulatório, com mudanças legais que podem afetar a operação;
  • Dependência de entidades centralizadas, sujeitas a falência ou má gestão.

Avaliar cuidadosamente o emissor e o tipo de colateral é essencial.

 

Como investir em stablecoins com segurança?

 

Para investir com segurança em stablecoins:

  • Escolha stablecoins auditadas, com reservas verificáveis (ex: USDC).
  • Diversifique entre diferentes emissores para reduzir o risco.
  • Use plataformas confiáveis, preferencialmente reguladas.
  • Mantenha boas práticas de segurança digital, como carteiras com backup.

Alternativamente, invista de forma indireta via ETFs cripto ou produtos bancários regulados.

 

Acompanhamento estratégico com o Banco Carregosa

 

 

O universo dos criptoativos está a crescer e a transformar os mercados financeiros. O Banco Carregosa acompanha de perto a evolução destes ativos digitais e dos seus impactos no contexto macroeconómico, nas políticas monetárias e na dinâmica dos mercados financeiros globais.

 

 

 

Se pretende compreender melhor as tendências e riscos associados a estes ativos e como podem afetar a sua carteira ou decisões estratégicas, os nossos especialistas estão disponíveis para analisar consigo os dados mais relevantes e partilhar uma visão informada, sólida e prudente.

 

 

Fale connosco e conheça as ferramentas que o podem ajudar a tomar decisões mais seguras, com acompanhamento especializado e foco na preservação de capital.